Trago seu amor em uma semana ou pega a tendência de volta.

Acho meio mágico essa coisa de tendência de moda. Trend, trendy, hype, cool ou afins não saem do blá da moda.

Vire e mexe alguém conhecido me encontra em uma festa, me cutuca e indaga: “E aí? Vai me dizer que não tô na tendência?”.

Tenho vontade de correr para as montanhas quando isso acontece, porque vai saber o que ele quis dizer.

Resolvi, então, fazer uma pesquisa com alguns homens para levantar a polêmica e perguntar o que eles imaginam que significa essa tal palavra e se eles conhecem esse tipo de informação.

Pasmem, obtive respostas altamente técnicas que acho que nem eu mesma saberia dizer:

Uma predileção por determinado tipo de roupa em um certo período de tempo (em que esse tipo será mais aceito e usado pelas pessoas).

Estudo dos estilistas sobre os hábitos urbanos, transformados em matrizes industriais, que por sua vez, são absorvidas pelos estilistas de varejo.

É quando uma vestimenta tem uma alta possibilidade de ter aderência ao público num futuro próximo ou não.

 MARAVILHOSO, não? Porém tive a minha resposta favorita:

O que minha namorada disser que é. Hahahaha.

E explico o porquê. Além de ser uma resposta fofínea, ela esconde uma arma muito poderosa que está por trás de algo ser tendência de moda. E é a imposição.

Muitas vezes ter algo na “crista da onda”, faz com que tenhamos zumbis malucos combinando calça saruel (incrível como tem gente que odeia isso) e gravatas borboletas perambulando por aí, morrendo de vergonha de encontrar um amigo na rua.

Vou sempre bater nessa tecla por aqui, independente do que é falado e defendido sobre o que é “certo ou errado” e é hiper tendência ou não, é preciso encontrar de uma vez por todas o que realmente cai bem para o seu corpo e alma.

Se você amou as jaquetas jeans personalizadas, a sustentabilidade, os anos 90’s, o minimalismo e sportwear, a moda genderless, long tshirts e o clash de estampas (foram todas respostas da pesquisa, tá?!), a gente acha ótimo. É sempre bom se manter atualizado, mas no final das contas, o ideal é sair de casa e se sentir fiel no que se acredita.

Ah! Olha o que um dos meninos disse:

Sigo o estilo normcore, apesar de não ser bem apenas uma tendência de moda. Pra mim ele veio como um lembrete de sermos autênticos e não se prender tanto ao que tá na moda. Acho que tem muita gente que se preocupa demais em fazer o descolado e acaba esquecendo o seu estilo próprio estilo”.

 

Ui.

Obs.: Como não sou boba nem nada, fiz uma perguntinha pra me divertir sobre qual a tendência mais ridícula que eles ouviram falar e só tenho um recado #freehipster #freegoticos.

Ah! E se passar esse texto-tendência para 10 pessoas, não preciso nem dizer o que acontece, né?!

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     Por Patricia Got

           Criadora da uNDERFuL Store, Personal Shopper
           e colunista do The World Wide Wardrobe.